XV · um cântico aos berros (apto 23)

11 nov

Merino fungou forte e olhou para sua mulher, Hortência. Parecia-lhe uma reprodução de uma santa piedosa numa pintura européia do primeiro quarto do século XV.
“Dize-me, ó tu, a quem ama a minha alma?”
Estavam nus e suarentos, extenuados pela seção matinal de gozos e gritos. Suas trepadas, muitas durante a semana (em certos dias a coisa acontecia pela manhã, incomodando Merlin e seus amigos notívagos, e continuava à noite como capítulo extra de novela com audiência campeã, atrapalhando quem pretendia assistir a diva Vera Fischer e a inspirada Fernanda Montenegro num capítulo ordinário de “Brilhante” – faziam sombra até sobre as maratonas escalafobéticas da hiperativa Jucélia do 14), eram os únicos episódios do dia em que emitiam qualquer coisa abaixo de 20 decibéis; viviam gritando um com o outro e com as filhas gêmeas.
“As suas brasas são brasas de fogo, como as labaredas do Senhor”.
Os vizinhos ficavam incomodados com tanta gritaria, mas evitavam problemas com o homem do nariz hemorrágico e a filha da morta, já que passavam a maior parte do dia fora, em seus afazeres cotidianos.
– Que horas são?
A pintura piedosa assumiu ares angustiados. Merino olhou para o barulhento relógio-despertador e falou, taxativo, cravando um tento numa rede imaginária entre a sua glande ainda túrgida e o cérvix do útero da mulher.
– Sete em ponto. Preciso cagar. Faz fritada de sardinha pra mim?
Sem mais nem menos, Merino afastou-se da mulher, levantando-se da cama em desalinho, levando parte da felicidade de Hortência até o banheiro, ali do lado. Um homem capaz de à cama fazer gozar a mulher três vezes sem tirar de dentro merecia à mesa qualquer capricho. A mulher assentiu, em silêncio, não dando chance ao marido de saber se entendera ou não o pedido de desjejum a la carte.
“Antes que refresque o dia, e caiam as sombras, volta, amado meu”.
A sósia de modelo medieval ficou cutucando a vagina, deliciada com os fluidos pegajosos que os dedos encontravam ainda cálidos – uma mistura de lubrificantes naturais em profusão e sêmem de cheiro forte que não geraria mais novas vidas naquele útero, desde a cirurgia de clampeamento das trompas, cinco anos antes. Hortência e Merino eram católicos praticantes, mas não aceitavam certas regras tacanhas da Igreja – afinal, não eram imigrantes da trama vespertina de Benedito Ruy Barbosa, nem camponeses de uma vila nos subúrbios de Florença, num tempo anterior ao jugo dos Médici.
Estavam na mais importante cidade da América Latina, no bairro da Bela Vista, sob o governo de um general de carreira que preferia equinos a humanos, um presidente com bolsas incômodas sob os olhos, óculos escuros e bombachas, curiosamente sucessor de um Médici que não governara a Itália.
Hortência divertia-se com as partes pudendas enquanto atentava para os ruídos que pudessem indicar o que Amanda e Anastácia estivessem fazendo. Àquela hora, mesmo que a preguiçosa da Anastácia reclamasse, a mesa estaria posta, os talheres e os pratos esperando que a comida fosse aprontada pela dona da casa. O grito não foi inesperado.
– Eu já falei que essa merda de papel higiênico não presta, não falei?
Hortência fez uma careta de desdém, arqueando as sobrancelhas finas em direção do teto imaculadamente branco da suíte do casal. Sua resposta foi emitida num tom acima do grito do marido.
– O que você quer que eu faça? Ainda tem oito rolos! Quer que eu jogue fora e desperdice o dinheiro que você consegue com tanto suor? Ou você prefere usar pra assuar o nariz?
O homem nu expondo um pedaço de papel melado de cocô e com o peito evidenciando sinais de sangue quase fez Hortência cair na gargalhada. Merino tinha os olhos arregalados e mostrava os dentes em toda a sua indignação.
– Você sabe que eu não posso usar nada além de lencinhos macios, mulher! Tire esse sorriso da cara, agora, desgraçada! E não use minhas palavras contra mim mesmo!
Com um gesto magnânimo, Hortência levantou-se da cama, passou pelo marido fingindo ignorá-lo. As últimas frases foram dirigidas a alguém invisível a Merino (Hortência sabia que falar com a mãe morta o deixava irritado).
– Vou tomar banho pra preparar o café do meu amo e senhor. Vai limpar essa bunda sem reclamar, vai! Viu o que eu tenho que enfrentar? Todo dia é a mesma coisa!
Do lado de fora da suíte do casal, as irmãs gêmeas (como João Vítor e Quinzinho – papel duplo de Tony Ramos, magrinho, mas sempre peludo – da recente novela “Baila Comigo”) reagiam de acordo com suas inclinações à gritaria despudorada dos pais. Amanda corava e Anastácia irritava-se com a baixaria, porém ambas se divertiam a valer com as picuinhas do casal tresloucado que gritava e/ou trepava.
As meninas dividiam um quarto exatamento abaixo do dormitório de Merlin Lemague, enquanto o terceiro quarto era ocupado pelos móveis e os pertences de Dona Maria, a mãe morta de Hortência. Apesar dos reclamos do marido carola, a mulher impunha ao marido e às filhas a presença imaginária da mãe, com o quarto sempre arrumado. Hortência mantinha com a mãe falecida uma relação cotidiana de conversas íntimas, intercâmbio de fofocas, compras no supermercado e tantas outras coisas de mulher.
Os vizinhos dividiam-se entre a filha da morta e a mãe das diabinhas para referir-se a Hortência Costanzza (ela tinha preferência pela primeira denominação, já que não considerava as filhas tão endiabradas assim). Merino a vivia chamando de louca, mas, entre eles, como já sabemos, tudo sempre acabava numa boa cópula barulhenta.
O banho foi rápido e reparador. Hortência nem sequer entendeu qualquer das palavras emitidas aos brados pelo marido indignado. Ao sair do chuveiro, deparou-se com Merino bufando, ainda segurando o pedaço de papel lambrecado de merda.
– Vai criar esse cocô?
Hortência preparou a comida para todos, as meninas aprontaram-se para a escola, Merino livrou-se do papel higiênico sujo e o desjejum correu tranquilo; fica difícil gritar com a boca cheia, embora tente-se, vez em quando, contestar esta afirmação.
A refeição acabou com os pratos sujos e muitos lencinhos rosa espalhados pelo chão da sala de jantar; cada um dos papeizinhos manchado com o sangue liberado pelas mucosas nasais de Merino – a coisa ficava pior quando ele estava nervoso (uma constante) ou ansioso (chegado o fim do mês, era inevitável amontoarem-se caixas e caixas de Cleanex por onde quer que ele passasse mais de uma hora).
O marido saiu com as gêmeas para deixá-las na escola e seguir até seu escritório de representação de produtos de beleza, a Anasmanda, onde ficavam espalhados, sem cerimônia ou qualquer cuidado higiênico, quilos e quilos de lencinhos pink (uma ideia fixa de Merino, desde que ele descobriu que os grandes da Igreja vestem-se de rosa e púrpura como prova de sua majestade e glória) empapados de um vermelho intenso. Não fossem os produtos de odor forte e adocicado, o escritório poderia muito bem rescindir a ferro.
“… Mas já o meu amado se tinha retirado, e se tinha ido”.
Depois de lavar a louça e aprontar a bolsa com suas ferramentas, Hortência saiu de casa. Trancou a porta do apartamento quando Manuel Ktir escancarou a sua.
– Bom dia, dona Hortência. Como estão as… meninas?
A incômoda pausa não passou despercebida, mas Hortência fingiu não notar que as meninas poderiam ter sido referidas como diabinhas, esboçando um sorriso honesto.
– Bem, bem, seu Manuel!
O velho trancou sua porta, uma expressão de quem se divertira com a duplicação do advérbio, gêmeo como as filhas de sua interlocutora, e caminhou para a escada.
– E o Merino?
O latido estrídulo do pincher foi ouvido antes que Hortência pudesse dar a resposta. Os vizinhos de portas que se olhavam, trocaram um olhar silencioso e inequívoco.
Lá vinha o vizinho do 32.
Renée Druon desceu as escadas usando, fato raro, uma roupa quase masculina. A miniatura de cachorro vinha sendo arrastada por uma longa coleira de couro com pespontos vermelhos que combinavam com as ridículas miçangas plásticas cortadas como gemas. Renée dava retoques na maquiagem pesada, passando um batom de vermelho intenso sobre os lábios enrugados e murchos. Algo em Manuel Ktir provocava um terror absoluto no cão de Renée; Mustache ficava sempre sepulcralmente calado diante do inventor.
Renée estava a caminho de uma pet shop para que o cãozinho antipático fosse submetido a uma tosa desnecessária e cuidados exagerados às unhas e olhos esbugalhados em troca de muitos e muitos cruzeiros.
Olhando de relance para Hortência e Manuel, no patamar de baixo, Renée guardou o batom numa pequena frasqueira e pressionou os lábios murchos antes de cumprimentá-los.
– Oh! Uma reunião de vizinhos em pleno segundo andar. Mas que coisa mais… Inusitada!
Manuel balançou a cabeça, usando um sorriso falso como uma nota de trezentos cruzeiros, e achou por bem permanecer em silêncio. Hortência resolveu dar um exemplo de boa cristã e cumprimentou o vizinho com certo desembaraço.
– Tudo bem, Renée?
– Hum! Temos tanto a discutir na próxima reunião do condomínio que não vale a pena começar agora… Se não fosse todo o trabalho que meu biju me dá, estaria às mil maravilhas. Aliás, como é difícil cuidar de crianças, não, meu bem? Você que tem duas, então!
– Elas têm treze anos agora, estão praticamente criadas…
Renée apertou os olhos, talvez ensaiando uma resposta enviesada, mas pareceu desistir, fazendo uma pergunta banal.
– Vai trabalhar, meu bem?
Hortência riu, divertida, mostrando a bolsa florida com suas ferramentas.
– Como todo dia, Renée. O salão tem muitas meninas, mas nenhuma que entenda de unhas como Hortência Costanzza! Por que não vai nos visitar qualquer dia desses?
Renée alcançou o patamar do segundo andar e Mustache mantinha-se o mais distante possível de Manuel, que o ignorava, impaciente com aquela conversa que se ensaiava em batalha campal.
O travesti olhou para Manuel rapidamente, certificando-se de que o homem não tinha evaporado, e voltou para Hortência, abrindo um sorriso amplo. O inventor percebeu que o travesti tinha um vergão róseo sobre o braço direito.
– Ah! Querida, tinha esquecido de lhe agradecer!
Hortência franziu o cenho, verdadeiramente pega de surpresa; não tinha a mínima ideia do que Renée dizia.
– Agradecer por quê?
– No geral, o conjunto de maquiagem não é dos melhores, mas o batom é maravilhoso…
“Quem é esta que sobe do deserto, como colunas de fumaça, perfumada de mirra, de incenso, e de toda sorte de pós aromáticos do mercador?”.
Hortência parecia em transe.
– Maquiagem… Como assim?
Os olhos esbugalhados, Renée fitou Manuel, a mão livre sobre a boca recém pintada de vermelho vivo. Um pequeno ato dramático temperado de canastrice.
– Oh! Meu Deus! Quando o Merino me deu…
Desta vez foi Hortência a apertar os olhos e usar um tom ciciado incomum, quase um sussurro.
– Merino lhe deu maquiagem de presente?
“O meu amado meteu a sua mão pela fresta da porta, e as minhas entranhas estremeceram por amor dele…”.
Oportuno, Manuel capturou a deixa como sua.
– A que horas você pega no salão, Hortência? Às dez?
A filha da morta olhou ausente para o vizinho inventor. Há muito Renée não trazia os amantes para seu apartamento. Todos acharam que ficariam livres daquele transtorno, um exemplo hediondo às crianças. Não atentaram à consequência e ali estava a tragédia se desenhando.
“O meu amado é meu, e eu sou dele”.
Um telefone tocou em algum apartamento de um andar inferior, Renée verificou o pequeno relógio dourado e soltou um gritinho excitado.
– Ai, nossa! Já são nove e meia, preciso correr! Tenho tanta coisa a fazer hoje…
Os dois ficaram observando Renée descer os degraus arrastando o cachorrinho de olhos esbugalhados. Manuel teria admirado o senso de oportunidade do travesti se não estivesse irritado com a desfaçatez da criatura.
“De noite busquei em minha cama aquele a quem ama a minha alma; busquei-o, mas não o achei”.
Como se tivessem ensaiado muitas vezes antes, Hortência e Manuel esperaram ouvir os passos de Renée perderem-se pelo corredor de entrada do edifício antes deles mesmos iniciarem a descida.
– Você precisa chegar às dez no salão?
Hortência olhou séria para o vizinho.
– Acho que vou passar na matriz de N. S. das Graças, antes. Preciso me confessar. Acabei de ter pensamentos muito impuros e pequei por desejar o que não devia.
Os dois desceram as escadas em silêncio até que se despediram à frente do Tueris Fustado, já na rua.
Manuel seguiu seu destino à cata de marcas de cigarros para sua pesquisa científica (e para o deleite proibido de Biel).
“Levantar-me-ei, agora, e rodearei a cidade, pelas ruas e pelas praças buscarei aquele a quem ama a minha alma”.
Hortência caminhou lentamente, perdida em seus pensamentos sobre o marido, o magro Merino, filho de um italiano de Bosco, uma pequena e pobre cidadela em Salerno.
“Para onde foi o teu amado, ó mais formosa entre as mulheres?”
Depois de três esquinas, Hortência voltou-se para o vácuo ao seu lado e iniciou um monólogo afobado.
– O desgraçado come sardinha no café da manhã, come doce antes de salgado, come feijão com açúcar e leite condensado e agora… Só me faltava essa!
Uma pausa. Um suspiro profundo. E o berro reverberou pelas paredes dos edifícios da Bela Vista.
– Anda comendo um travesti!
Uma olhadela para o lado.
– É claro, mãe! Se não tá comendo, quer comer! Por que ele daria maquiagem de presente praquele filho da puta? Perdão! Perdão! Mas é um grande filho da puta aquele viado safado que quer roubar meu marido!
Arrancou com certa violência a bolsinha com dinheiro de dentro da bolsa florida que carregava. Enquanto contava notas de dinheiro, continuava a ladainha para o vento que acreditava ser sua mãe.
– Ele é um bom pai. Isso ele é. Cuida das meninas com muito carinho, isso sim! Um homem que não se mete em política. Isso é muito importante hoje em dia. Já imaginou se eu tivesse casado com um desses comunistas? Deus me livre!
“Desvia de mim os teus olhos; eles me perturbam”.
Chegou até o balcão de um boteco na esquina da Rua da Abolição e ordenou, sucinta, duas notas de cem cruzeiros na mão. As outras frases foram expelidas como espirros em sequência ininterrupta.
– Um expresso. Forte! Morre de ciúme de qualquer homem! Imagina que ele não me quer conversando nem com o mocinho da banda barulhenta! Por isso ele fica com tanto medo! Por que ele é um safado! Um homem com aquele fogo só pode querer pular a cerca e fica pensando que eu sou igualzinha a ele! Desgraçado! Farabuto! E ainda reclama do papel higiênico! Que enfie no cu!
“Porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura, o ciúme”.
O calendário riscado deixava claro que aquela era a manhã do dia 19 de fevereiro de 1982. O rapaz com uma toalha encardida sobre um dos ombros trouxe o café fumegante numa xicrinha de asa lascada com uma expressão de medo. O troco, trouxe-o em moedas; passou-as como se pedisse perdão pela falta cometida – com certeza temia que a cliente de boca suja usasse da mesma gentileza para com ele.
– No cu. Isso mesmo!
Hortência tomou o café de um só gole, um arremedo de pinga que desceu pela goela queimando.
Uma lágrima ameaçou rolar pela face sem que se pudesse dizer se pela mucosa inflamada, se pelo orgulho ferido. Saiu do boteco sem se despedir ou agradecer pelo café.
“Faz-me ouvir a tua voz!”
Se fosse um filme de faroeste, poder-se-ia ouvir um assobio ao longe, uma gaita e uma rabeca desafinada (tão típicas dos spaghetti italianos).
– Maquiagem! Veja só! Meu marido anda presenteando um travesti de língua solta com maquiagem que ele devia vender pra botar o pão sobre a mesa da família! Isso não é certo, mãe!
Estancou no meio da rua de pouco movimento. Pôs as mãos na cintura. Com um movimento rápido, passou o dorso da mão sobre o olho esquerdo, enxugando, mais revoltada que triste, a lágrima teimosa.
– Eu não vou chorar!
Passou um tempo calada, ouvindo a voz do vento.
“Levante-te, vento norte, e vem tu, vento sul! Assopra no meu jardim, para que se derramem os seus aromas”.
– Você tem toda razão! Uma guerra não se faz com lágrimas e lamúrias.
Apalpou a bolsa e ouviu o barulho metálico de cutelos, alicates, tesouras e espátulas chocando-se. Sorriu ao pensar em música. Era uma especialista em deixar mãos bonitas. Dedos cuidados por ela deixavam um rastro de música no ar. Hortência era uma mulher de pulso, de palmas, de dedos, cutículas e cores vibrantes!
Sabia como ninguém como extirpar a porção estragada, o pedaço dolorido, de uma unha encravada.
“Tiraste-me o coração!”.
Reiniciou a marcha, liberando a via pública à passagem de dois taxistas impacientes que já a xingavam de nomes feios.
Ignorou-os solenemente. Assim como ignorou a mulher que a interpelara educadamente. E continuou seu discurso solitário, sua conversa esquizofrênica, um solilóquio carregado de sentimentos suficientemente fortes para chacoalhar as estruturas das muralhas de Jericó. Agora é que não poderia ir à igreja! Não antes de cometer o pecado que ganhava corpo e consistência, quase um sabor de guloseima, uma vitória antecipada. Vai lutar com Josué e as muralhas ruirão!
– Mãe! Uma guerra se ganha com ação! Quando voltar do salão, lá pelas quatro, vou ter uma conversa com esse… Essa… Esse… Vou catar essa coisa pelos colarinhos e ter uma conversa de mulher pra… Mulher, que seja!
A sexta-feira estava apenas começando. E muito haveria de acontecer até que chegasse o final de semana.

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