vírgulas no final da linha

15 abr

vírgulas no final da linha
2012

O grito encheu a noite
E o açoite da verdade estalou
nas faces dos que apenas olham,
Ninguém foi em socorro!
Do morro, o pedido escapou
às telas dos noticiosos manipulados,
Chorou-se pelos pais assassinados
desencarnados vez e vez e vez e mais
em fotos nos jornais,
Assinaram o manifesto no facebook
sem perceber o truque que mantem a construção
de belo monte em dia,
Assassinaram o índio na parada
e a garotada nem foi presa
Ganhou de presente um passado passado a limpo,
Precisamos desaprender a ouvir os mortos
que por tortos caminhos apontam
seus algozes, seus assassinos,

nossos vizinhos(!),

Não ajudamos a moça estuprada
na madrugada na rua ao lado
do edifício em que habitamos a salvo,
Não fizemos passeata pelos expulsos
Não cortamos os pulsos pelas crianças deixadas
sem moradia do pinheirinho,
Não gritamos contra a moça parricida
que estarrecida não entendia porque
tanto estardalhaço,
Não subscrevemos o documento
Levado pelo vento do esquecimento
que matou os bichos, os índios e os brios,
Não guardamos a cara dos incendiários
os ruis, os zés e mários que se divertiram
com a fogueira viva,
Precisamos desaprender a ouvir o fantasma
das TVs de plasma que plasmam a sina
dos que só olham e nada fazem,

nossos vizinhos(?),

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Uma resposta to “vírgulas no final da linha”

  1. celia abril 27, 2013 às 11:03 pm #

    Você traduz do Inglês para o Português, ou vice-versa?

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