Arquivo | junho, 2013

aridez manual

6 jun

morrendo de sede, mas a palma da minha mão não dá coquinho,
nem tem copa pra fazer sombra e me proteger do sol.
enquanto tento desenrolar os nós dos dedos, me perco na arquitetura das linhas desencontradas;
a vida é longa, mas não tem pé, nem cabeça…
vou tentando me achar nas voltas das malhas digitais,
identificado a cada toque, exposto, pelo avesso.
sou um homem sofregamente manual.
e morro de sede porque a palma de minha mão não dá coquinho.